Ponte Preta e Série B: o jeito é torcer para a pontuação de permanência exigir muito pouco. Caso contrário, será sofrimento até o final

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A torcida da Ponte Preta comemorou em êxtase a vitória sobre o Londrina. Três pontos preciosos e que renovam a esperança de escapar da zona do rebaixamento ao final das 38 rodadas.

Triunfo que fornece um escudo ao técnico Gilson Kleina. Que não brilha. Longe disso. Mas começa a somar pontos importantes. É o que importa.

Existe algo diferenciado . Em condições normais, mesmo com vitórias na bacia das almas, é natural que o relacionamento entre torcida e jogadores seja fortalecido e baseamento no crescimento técnico. Renovação da confiança. De que a produção técnica vai melhorar. De um jeito ou de outro.

Agora é diferente. Não há esperança alguma. Os triunfos são celebrados com a consciência de que não é possível  esperar nada. Não há perspectiva de futebol melhor.

Até a 38ª rodada o jeito será apostar na velocidade e determinação de Moisés, na liderança de Fábio Sanches na zaga e na eficiência de Ivan. Desses três fatores, dois estiveram presentes contra o Londrina.

É pouco? Com temperatura normal sim. É suficiente em uma competição com times absurdamente limitados.

Na edição passada, o Náutico foi o 16º colocado com 44 pontos e o integrante inicial da zona de rebaixamento foi o Figueirense, com 39. Ou seja, com 40 pontos fugia da degola. Em 2019, o Londrina foi o 17º com 39 pontos. O Figueirense ficou com 41 pontos.

Se a tendência for mantida, de 40 a 42 pontos vão bastar. Sorte da Ponte Preta. A limitação do elenco não permite sonhar com nada além disso.

(Elias Aredes Junior-foto de Álvaro Junior-Pontepress)