Análise- Ponte Preta e a dívida do dérbi 193: qual é o tamanho do buraco? Dá para acreditar em redenção??

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Dificuldades financeiras podem ser encaradas sob diversos ângulos. Por vezes, você está em um sub emprego ou os seus rendimentos não estão adequadas as suas contas obrigatórias.

É necessário escolher ou até deixar de pagar alguma conta para não morrer de fome. Lei da sobrevivência. Eu, você, qualquer um já passou ou vivencia tal cenário.

Não descarto que isso aconteça com clubes de futebol. Às vezes atuar em uma divisão de acesso sem cobertura da televisão e com infra estrutura precária produz prudência na hora de contratar e investir. Normal.

Só que tenho dificuldade em entender o que leva a Ponte Preta, que em 2019, tinha a disposição um orçamento de R$ 50 milhões, a deixar de pagar um prestador de serviço sazonal, cujo serviço era de R$ 10 mil. E para embelezar o dérbi, o principal clássico do futebol campineiro. E pense que o jogo era válido pelo Campeonato Paulista, que proporciona boa entrada de recursos. Reforço a pergunta: como explicar?

Qual o erro administrativo que acarretou na ausência do pagamento? Como explicar ao torcedor que não havia condições? Como já disse, todos nós temos dificuldades financeiras.

No caso da empresa Lighting One é parar e pensar. É um sintoma clássico de que a bolha estourou. É consequência de uma gastança desenfreada. Que certamente não é recente.

E agora? Quem vai assumir a bronca? E o Conselho Deliberativo? Vai se calar diante de tal negligência que está para completar dois anos daqui a menos de 30 dias?

A Ponte Preta precisa ser passada a limpo. Urgente. Antes que não sobre mais nada.

(Elias Aredes Junior)